A volta ao trabalho presencial implicou em uma grande necessidade de readaptação. Afinal, a mudança para o home office trouxe diversos benefícios para os funcionários, incluindo a possibilidade de passar mais tempo com os pets (ou adotar um). Com o retorno ao “modelo normal”, as empresas têm buscado formas de conciliar o escritório com os amiguinhos peludos, embarcando na cultura pet friendly.

Além de ofertarem um modelo de trabalho híbrido, com alguns dias de home office e outros presenciais, as organizações têm tentado estimular a permanência de seus colaboradores por meio de auxílios e de uma cultura mais flexível. A cultura pet friendly entra nessa nova abordagem, com as empresas criando espaços pets e garantindo que os amiguinhos de quatro patas não se sintam tão sós.

 

A realidade pet friendly no ambiente corporativo

Matéria recente divulgada pela Valor Econômico mostra que, entre janeiro e setembro de 2020, o número de adoções de pets foi o dobro em relação a 2019 inteiro. Ainda de acordo com a publicação, uma pesquisa divulgada pela Radar Pet em 2020 afirmou que mais de 37 milhões de domicílios no Brasil contam com algum animal de estimação

Em um estudo desenvolvido pela plataforma LiveCareer com 1.065 pessoas em 2021, foi constatado que o principal ponto positivo dos pets no local de trabalho é um ambiente relaxado (33%), seguido de redução do estresse (28%) e melhoria no equilíbrio com a vida pessoal (18%). 52% dos entrevistados disseram se sentir mais favoráveis a fazer parte de empresas pet friendly e que isso é resultado do “efeito pet da pandemia”, e consideram benefícios e políticas pet friendly importantes na hora de escolher um empregador.

Já em uma publicação divulgada pela revista People, 41% dos tutores de cães disseram sentir mais falta dos seus pets do que de parentes diretos após o retorno ao trabalho presencial. Da amostra consultada, 93% acredita que os cachorros ajudam no apoio à saúde mental, tornando a jornada de trabalho menos exaustiva

Sabendo que políticas mais abrangentes são fatores cruciais no recrutamento e seleção, e que os pets representam uma preocupação constante para os seus tutores, muitos RHs têm pensado em formas de inseri-los no ambiente de trabalho, para fazer com que os funcionários se sintam motivados a comparecer ao escritório presencialmente.

 

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Como conciliar os pets e o trabalho presencial

Criar uma política pet friendly e oferecer a possibilidade de mantê-los junto à estação de trabalho do colaborador, garantindo que o bichinho possa fazer companhia ao dono ao longo do dia, é uma forma de minimizar a ansiedade da separação e aumentar a produtividade da equipe.

Há também o fator positivo da interação, pois donos de pets costumam ter mais assuntos em comum por causa dos mascotes, o que cria uma grande sinergia entre o grupo de funcionários e uma sensação de pertencimento ainda maior.

Outro ponto importante está nos benefícios corporativos, que podem ser praticados utilizando o reembolso de despesas, e são uma forma interessante de atrair novos talentos e manter os colaboradores felizes em sua empresa. 

Esses benefícios podem servir a uma infinidade de objetivos, o que inclui os próprios pets. Disponibilizar auxílio para compras necessárias ao pet (como um presente de aniversário, por exemplo), trabalhar com a possibilidade de licença remunerada para cuidar dos peludos ou até mesmo ofertar um plano de saúde pet empresarial são algumas oportunidades com potencial.

Criar uma política de reembolso que inclua certos gastos com os bichinhos pode ser um fator de convencimento para possíveis novos colaboradores, além de facilitar o retorno às atividades presenciais. Dar autonomia para que os funcionários escolham como querem aproveitar os auxílios disponibilizados pela empresa é uma forma de confiança e de valorização.  

Os benefícios flexíveis já são uma realidade e tendem a aumentar a sua abrangência com as novas legislações aprovadas recentemente. Portanto, por que não pensar em um benefício também para os pets? Um auxílio que possa ser gasto da forma que o colaborador preferir, sendo uma ração nova ou um mimo para os “filhos de quatro patas”.

 

É claro que essas mudanças culturais representam, também, uma mudança física para a organização. Espaços precisam ser ajustados e recursos disponibilizados, mas no fim do dia, tanto os bichinhos, quanto os humanos saem ganhando com todas essas mudanças.

 

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